Era uma menina. Uma menina, não era rica, nem possuía heranças. Bom, não considerava o pandeiro que sua avó que lhe deixará antes de morrer, uma herança. Não lhe servia para nada e por isso, o colocou em um baú de velhas quinquilharias.
Nunca entenderá o porquê daquele presente, ‘Bata-o com força e pule. Seja Feliz’ e morreu, foram as últimas palavras de sua avó. Morava em um pequeno vilarejo, numa rua de calçamento de pedra, e casas simples, mas coloridas.
Foi quando, em uma terça-feira qualquer, começou o barulho, que descia a rua de pedra. Correu para a janela, com cortina de chita, para identificar de onde vinha o barulho, pôs a cabeça pra fora e no alto da rua, viu.
Viu pessoas cantavam a marchinha, pulando conforme a batida da banda. Era o carnaval. E foi se contagiando. Se contagiando e contagiando. Quando uma idéia brilhou sobre sua cabeça. Correu pela casa, correu até o velho baú, abri-o. Pegou a herança. Pegou a herança de sua avó, e admirou-a. E foi embora. Atrás da bandinha de carnaval, pulando e batendo na herança- pandeiro. E se fez feliz. Feliz pulando um carnaval.
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