A luz do sol, me queima os olhos que não consigo abrir.
As cortinas estão abertas, eu estava com a roupa de ontem,
sobre a cama que nem fora desfeita.
Minha boca e lábios estão secos, minha cabeça doe. Dormi demais, pensei
e comprimindo os olhos tropecei até chegar a cortina, devia ser tarde. Fechei as cortinas, o quarto ficou escuro - hum - fui para o banheiro, abri a torneirame arrepiei com aquela água fria, lavei meu rosto, amassado, inchado e velho.
Fazer xixi -que bonitinho, fez xixi sozinha! minha mãe falando comigo- de manhã, é sempre o ponto alto de filosofia barata, você fica lá sentada enquanto vaza de você tantos litros, no meu caso de tequila, aí você espera escorrer tudo, encontra uma posição confortável, vai te dando aquela preguiça, de domingo após o almoço, minhas pernas começaram a formigar então, levantei-me. Voltei ao quarto, despi-me e como sempre, meu pijama estava em cima da velha poltrona., já vestida, estava andando pelo apartamento à procura.
Senti-me mal, senti um vazio talvez fosse fome. Na cozinha, perdi a vontade de comer. Senti-me mal novamente, sufocada, sai do apartamento e sem perceber deixei a porata aberta,desci ao condominío, do jeito com estava cabelo sem pentear, e chinelos. Evitei descer de elevador, fui de escada. Abri a porta do sanguão e dei de cara com uma brisa fresca, que me pôs a fechar os olhos, ao abri-los vi uma menina, loura vestida com jardineira laranja, descalça correndo pelo jardim do prédio. Corria em volta de uma balança, de ferro, com a pintura vermelha e amarelo descascando, entre seus risos e os gritos da sua mãe que não me notou. Naquele momento eu entrei em choque, aquela cena me remetera lembranças de minha infância.
Fiquei assustada, tudo começou a girar, e nada tinha sentido. Subi ao meu apartamento,.. tentei beber um copo da água, mas estava tremendo, deixei-o cair. O vazio, que antes sentira agora estava maior., Desmaiei.. pouco depois comecei a sonhar [..
eu tinha voltado aos meus 8 anos, estava na frente da casa onde passei minha juventude, do meu lado esquerdo, os lençóis úmidos e cheirosos que minha mãe estava estendendo, no varal de bambu, refrescavam o ar, à minha direita a árvore, frondosa e alta que possuia um grande galho estirado a frente, fora idéia do meu pai fazer um balanço de madeira, e pendurá-lo ali. O Balanço era feito de tiras de madeira, que eram amarradas por uma corda grossa e cumprida, que ia até o galho da árvore. Eu podia ver meu pai, em um canto da varanda, na sua cadeira de balanço com o jornal no colo, a cabeça recostada na cadeira, estava tirando um cochilo.
Eu estava com um vestido amarelo, meus cabelos eram longos e estavam trançados, mas agora já se desfaziam, conforme eu corria e caia no chão, sujando a minha roupa, meus pés descalços.
Ah, a felicidade eu já nem me lembrava, daquele vazio que tinha me preenchido, aquela tarde. Brincava, sorria, e cantava.
Até que parei de brincar, e agora estava encarando o balanço, e ele a mim. Comecei a anda em volta do balanço, como em uma dança sedutora, nós nos entreolhavamos, passava meus dedos entre suas tiras de madeira, subia minha mão até sua velha corda, segurei-a com força.
Em poucos segundos, eu estava em pé sobre o balanço, o vento me empurrava eu quase conseguia tocar as nuvens do céu.
As cortinas estão abertas, eu estava com a roupa de ontem,
sobre a cama que nem fora desfeita.
Minha boca e lábios estão secos, minha cabeça doe. Dormi demais, pensei
e comprimindo os olhos tropecei até chegar a cortina, devia ser tarde. Fechei as cortinas, o quarto ficou escuro - hum - fui para o banheiro, abri a torneirame arrepiei com aquela água fria, lavei meu rosto, amassado, inchado e velho.
Fazer xixi -que bonitinho, fez xixi sozinha! minha mãe falando comigo- de manhã, é sempre o ponto alto de filosofia barata, você fica lá sentada enquanto vaza de você tantos litros, no meu caso de tequila, aí você espera escorrer tudo, encontra uma posição confortável, vai te dando aquela preguiça, de domingo após o almoço, minhas pernas começaram a formigar então, levantei-me. Voltei ao quarto, despi-me e como sempre, meu pijama estava em cima da velha poltrona., já vestida, estava andando pelo apartamento à procura.
Senti-me mal, senti um vazio talvez fosse fome. Na cozinha, perdi a vontade de comer. Senti-me mal novamente, sufocada, sai do apartamento e sem perceber deixei a porata aberta,desci ao condominío, do jeito com estava cabelo sem pentear, e chinelos. Evitei descer de elevador, fui de escada. Abri a porta do sanguão e dei de cara com uma brisa fresca, que me pôs a fechar os olhos, ao abri-los vi uma menina, loura vestida com jardineira laranja, descalça correndo pelo jardim do prédio. Corria em volta de uma balança, de ferro, com a pintura vermelha e amarelo descascando, entre seus risos e os gritos da sua mãe que não me notou. Naquele momento eu entrei em choque, aquela cena me remetera lembranças de minha infância.
Fiquei assustada, tudo começou a girar, e nada tinha sentido. Subi ao meu apartamento,.. tentei beber um copo da água, mas estava tremendo, deixei-o cair. O vazio, que antes sentira agora estava maior., Desmaiei.. pouco depois comecei a sonhar [..
eu tinha voltado aos meus 8 anos, estava na frente da casa onde passei minha juventude, do meu lado esquerdo, os lençóis úmidos e cheirosos que minha mãe estava estendendo, no varal de bambu, refrescavam o ar, à minha direita a árvore, frondosa e alta que possuia um grande galho estirado a frente, fora idéia do meu pai fazer um balanço de madeira, e pendurá-lo ali. O Balanço era feito de tiras de madeira, que eram amarradas por uma corda grossa e cumprida, que ia até o galho da árvore. Eu podia ver meu pai, em um canto da varanda, na sua cadeira de balanço com o jornal no colo, a cabeça recostada na cadeira, estava tirando um cochilo.
Eu estava com um vestido amarelo, meus cabelos eram longos e estavam trançados, mas agora já se desfaziam, conforme eu corria e caia no chão, sujando a minha roupa, meus pés descalços.
Ah, a felicidade eu já nem me lembrava, daquele vazio que tinha me preenchido, aquela tarde. Brincava, sorria, e cantava.
Até que parei de brincar, e agora estava encarando o balanço, e ele a mim. Comecei a anda em volta do balanço, como em uma dança sedutora, nós nos entreolhavamos, passava meus dedos entre suas tiras de madeira, subia minha mão até sua velha corda, segurei-a com força.
Em poucos segundos, eu estava em pé sobre o balanço, o vento me empurrava eu quase conseguia tocar as nuvens do céu.
