Despiu-se ante o espelho, vagarosamente. A expressão dura quase severa de seu rosto abrandava se a cada descoberta, revelada pela carícia voluptuosa da amante que se perdera nos verões, há muito esquecidos.
Soltou os desgrenhados cabelos. Jogou se a cama já nua, contraindo os lábios gemendo baixinho e, quando o vento entrou sorrateiro pela janela aberta, ouriçou se a mulher.
Em seu quarto, onde somente a lua observava a espreita a mulher despia se e perdia se no insano prazer de ser.
Então amanhã, a mulher juntar-se-ia a normalidade.