Perfeito. Um círculo perfeitamente fechado em torno do meu dedo. Como se sempre tivesse estado lá, no meu dedo fino, comprido e anelar.
Podia toca-lá, senti-lá em meu dedo, aliança invisível, o pacto. Pacto selado a sangue, vinho e paixão.
Assinei a sentença: PRISÃO PERPÉTUA.
Viveria esse amor aprisionada, alheia, devota.
Corri para a caixinha de costura da mamãe, desenrolei um pequeno cumprimento de uma linha roséa, amarrei-a em meu dedo com um nó, e finalizei com um modesto laço.
E agora andava pelas ruas, o sol das duas da tarde, muito feliz a sorrir e a minha pequena alinça estava lá. Em meu dedo o fio roséo me aprisionava, eu gostava, segura, um boba apaixonada.
Ao som de
Homeless Happiness - Madeline Peyroux
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Terra à vista.
O passado, será meu álbum de recordações, momentos, sensações, pessoas e mais pessoas. As pessoas, personagens fictícios, sentam ao meu lado nesse barco e até que chegue seus respectivos portos, me contam suas histórias, historias antigas, sofridas, vividas, eu sei de cor. Latim. Velho, antigo, passado. Passou o latim. Passou uma, duas, três, dez, doze, dezessete pessoas, histórias. Passaram, no passado. E o passado não se esquece, nem quando se pensa no futuro, já dizia o sambista.
Vou seguir, este é o meu porto, vou descer seu Cabral.
Vou seguir, este é o meu porto, vou descer seu Cabral.
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