quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sentir, amar, comer, cheirar, libertar.

É o fato de manter a esperança. De gostar das pessoas, pelo fato simples de gostar.
De achar "o" feio do mundo, mais que belo, aprecia-lo junto á normalidade.
Libertei.
E minha vã vontade de dizer tudo o que sinto por você. Não consigo. Se não descrever com lágrimas e olhares, queria te ter assim, todas as manhãs - Bom Dia - contudo, eu enjoaria e esqueceria o sabor do inesperado.
A mercê do sentimento, tão pequena fiquei e ele tão grande, alcançou arranha-céus.
Caprichoso o destino meu, quis assim oferta-me a você, que contrária deu-se a mim.
Das pessoas, do vento, do tempo, já nem sei se vai chover. Vou abrigar-me em suas asas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Assentiu com a cabeça. E tinha mesmo razão, era mais fácil neste mundo se ser criança. O riso, aquele solto de perder o folêgo e doer a barriga. Onde a maior preocupação era do que iriamos brincar se chovesse a tarde?
E a vida sempre a passar.
Aonde vai dar? E já nem sei se quero saber responder.
Saber se iremos nos ver noi proximo aniversario, ou por avenidas aí nos esbarrar.
Oh Destino! oh, rogo que não dixe, rogo e peço-lhe não faça deles e de mim, um desvio no meio do caminho.
Vamos prometer, juras fazer.
Promessas com sangue, será tudo igual.
Sempre, Será tudo igual. A jovialidade de nossos sentimentos recém descobertos, e aventuras tão cheias do entusiasmo pela vida, pelo amor, pela dor.

Obrigada.
Ao som de Zeca Baleiro.

Despedaçados os olhares trocados

Em seus olhos eu via. Sentia em seus olhos amendoados , com a menina dos olhos pequena pequenina, um abismo profundo.
E não conseguia desviar o olhar, perseguia aqueles olhos, que desviavam do meu, queria que me contasse e segredasse, que se jogasse nos meus braços e chorasse pedindo perdão por amar-me demais.
Contudo, ela fingi não sentir o que sente. Eu fingo que acredito nela, quando esta se nega. Ela me nega. E então saímos felizes, pisando em cacos, pisando em nossos cacos, Estilhaços de nós. Ao chão, são os meus estilhaços que choram, os dela respondem ao meu choro com, um riso de canto de boca, amarelo.
Meses. Mês de choro, outro de tristeza angustiante. Outros ainda, sentia o calor de sua respiração, assim perto de minha nuca, e consolada a tristeza aparente e apática de meus olhos, distantes observavam-a.
E mais meses vieram, a estação mudou, o mundo girou.
Nos encontramos, passamos e cruzamos o mesmo farol, desconhecidos. Éramos agora estranhos um para o outro. E gosto, o necessário para sentir, e não fingir que te esqueci é agora questão da minha honra.
Eu espero que tudo acabe, quando comece.