Ás vezes, eu penso. Penso mesmo, que os filhos são grandes anarquistas.
E as sombras que eu via no chão, eram dos pequenos galhos da árvore, ainda adolescente, em que eu me recostava.
Ao fundo, uma música cantava, o tempo, o amor. O vento soprava meus cabelos, podia ouvir os grilos. Sentada na grama, de pés descalços, eu olhava as formigas pretas, pequenas e grandes trabalhadoras.
Dizia a cantiga infantil, há muito esquecida.
E com o telefone na mão, oscilava. Ligo ou não? Acho que ela precisa de mim. Não, é me achar boa demais, pensar assim. Mas, talvez. Talvez somente eu, saiba o quanto eu, precisava dela.
Meus pensamentos, disperçaram-se no ar. Quando ouvi passos. Tentei disfarçar, minha cara de perdida e desconectada. Não deu certo.
Olhou para mim. Eu olhei-o de volta. Estava com as perguntas prontas mas,optou por não fazê-las.
Há pouco, eu tinha-o descoberto. Descoberto o quanto era comigo, parecido. Seus movimentos e gestos, eu quase me via fazer o mesmo, que ele.
Ele, igual ao pai. Eu. Eu, sou igual ao meu. Meu pai.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Minha criança e infância
Eu pulei. Pulei no vazio completo. Sentei lá e fiquei. Desejando não ter futuro, olhando meu presente passar e principalmente, remoendo meu passado.
Remexendo em coisas antigas, cartas, fotos e declarações. Desperto antigas lembranças, das quais em nem sabia, dos natais passados entre meus amigos, de idas ao parque com meu pai (que sempre segurava minha mão, e me olhava com carinho), dos conselhos de minha avó (era muito mais criança com ela, eram abraços e beijos, brinquedos e quitutes favoritos).
A nostalgia que assistia á tudo, ao meu lado, abraçou-me, e eu chorei, quando me dei conta da presença dela, e ela acalmava-me "Minha criança, estou aqui. Estou aqui."
No fundo da caixa, acho uma preciosidade. Uma carta, uma carta minha, e tinha minha letra de criança e marcava a data, atrás estava escrito: pra você.
"A partir de hoje, você não será mais criança. Me desculpa, por ter que me ausentar de você. Mas é assim, assim que funciona. Um dia você acordorá e perceberá que não é mais criança. Não fique amargurada, lembre-se de que um dia eu estive aí, a vida sem mim será cheia de sobriedade, mas ainda assim, você poderá e deverá tentar ser feliz, se sentar em um parque, num domingo cheio de sol, comer um algodão-doce e se sentir envadida, de felicidade, simples e sem perguntas, somente feliz.".
Remexendo em coisas antigas, cartas, fotos e declarações. Desperto antigas lembranças, das quais em nem sabia, dos natais passados entre meus amigos, de idas ao parque com meu pai (que sempre segurava minha mão, e me olhava com carinho), dos conselhos de minha avó (era muito mais criança com ela, eram abraços e beijos, brinquedos e quitutes favoritos).
A nostalgia que assistia á tudo, ao meu lado, abraçou-me, e eu chorei, quando me dei conta da presença dela, e ela acalmava-me "Minha criança, estou aqui. Estou aqui."
No fundo da caixa, acho uma preciosidade. Uma carta, uma carta minha, e tinha minha letra de criança e marcava a data, atrás estava escrito: pra você.
"A partir de hoje, você não será mais criança. Me desculpa, por ter que me ausentar de você. Mas é assim, assim que funciona. Um dia você acordorá e perceberá que não é mais criança. Não fique amargurada, lembre-se de que um dia eu estive aí, a vida sem mim será cheia de sobriedade, mas ainda assim, você poderá e deverá tentar ser feliz, se sentar em um parque, num domingo cheio de sol, comer um algodão-doce e se sentir envadida, de felicidade, simples e sem perguntas, somente feliz.".
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O Desejo do medo
Desejo o medo. O medo de não saber mais viver sem você. Desculpe-me. Sinto por te assustar, e falar desta forma. Estou indo embora. Mas que é , eu não aguento mais. Estou apaixonada e mal posso acreditar, nisto. O que foi? Que feitiço era esse, que pó mágico é esse, que você soprou em meus olhos, e que faz meu pobre coração suspirar. Tenho dó, de meu pobre coração, ele é fraco e pouco amou nesta vida. Ensine-o a amar. Eu leio contos, e sei que isto é possível. Nem sempre, acreditei no amor, é verdade. Mas, desde a fuga da minha prima com o Amor, que ela dizia ser de morrer, desde então, leio contos de amor. Procuro me trancar, de birra, em torres altissímas protegidas por grandes dragões ferozes, somente pra ver se.. Ver se você aparecia, mas não. É na hora que ele quer? Acontece na hora que ele quer, não é?Quem? O Amor. Tudo bem, porque eu só quero você e eu no mundo, colorido e cheio de música. E se não tiver nem música e cores, não se preocupe, por que então nós cantaremos e eu tenho uma caixa de giz de cera.
De repente, está de bem.
De repente, está de bem. Amigos de novo?
Ela, ao espelho, faz as pazes com o mundo ao seu redor. Começa a seduzir com caras e bocas, falantes e sensuais - narcisismo - ela é linda, sabe que pode e o que quer vai pegar. Normalidade nenhuma, depois de uma primeira troca de gentilezas sutis pra ínicio de conversa, despois, hmm depois, ela te convence de que, tédio e tristeza, somente se ela quer. Movida por paixão, poucas coisas a seguram - como o braço forte e moreno, ao seu lado.
Ansiosa, morde os lábios. Não aguenta esperar, ele não liga. Em casa, fuma diante -novamente - do seu reflexo. E sempre ouve passado, sua avó tinha razão, "Vá minha filha, de uma volta no mundo e carimbe seu perfume nos ventos, em todos os cantos, seus encantos."E ela foi.
Ela, ao espelho, faz as pazes com o mundo ao seu redor. Começa a seduzir com caras e bocas, falantes e sensuais - narcisismo - ela é linda, sabe que pode e o que quer vai pegar. Normalidade nenhuma, depois de uma primeira troca de gentilezas sutis pra ínicio de conversa, despois, hmm depois, ela te convence de que, tédio e tristeza, somente se ela quer. Movida por paixão, poucas coisas a seguram - como o braço forte e moreno, ao seu lado.
Ansiosa, morde os lábios. Não aguenta esperar, ele não liga. Em casa, fuma diante -novamente - do seu reflexo. E sempre ouve passado, sua avó tinha razão, "Vá minha filha, de uma volta no mundo e carimbe seu perfume nos ventos, em todos os cantos, seus encantos."E ela foi.
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