Quando escrevo sinto me diante de um grande abismo, jogar me dentro dele tornasse um alivio, escrevo coisas que significam ou significaram pra mim e sinto que faz parte do meu MUNDO, que crio naturalmente, e é pra lá que corro seguindo meus pés que sabem o caminho, tão particular que seria impossivel pra mim usar comparativos para explicar lhe o quão meu é.
Rafaela.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Memoria Sensitiva II
Sente e não fique me olhando desse jeito, disse ela, acho que quero ser parecida com você quando tiver a idade, não seja tola você não será igual a mim, pensei que talvez fosse ciumes dela dizer algo assim, não deixou de ser um sonho pra mim disse a ela que , olhou pra mim e abriu um sorriso que até hoje não consigo descreve-lo como falso ou verdadeiro. Ela continuava a tricotar, sabia que não conseguiria ultrapassar aquela barreira, que era a falta do coração daquela mulher, a quem eu admirava. Era um grande mistério pra mim, ela. E por anos a mesma cena se repetia, eu sentava próxima a ela, observando-a tricotar, eu crescia e ela tornava-se mortal. Suas mão não eram mais tão agéis ante a lã, a cada tragada era tomada por um surto quase sem fim de uma tosse rouca.
Grande surpresa, não tornei me parecida com ela pensei ante o espelho, naquela tarde procurei a no quartinho de costura, ainda tinha o mesmo cheiro, o mesmo quebra luz, o mesmo cinzeiro, percebi que eu não era a mesma quando a velha que estava sentada na poltrona educadamente apontou me a poltrona a sua frente, sente se ela disse e antes que eu pudesse acomodar me continuou, falando sozinha como se estivesse, pode ser que não se pareça comigo e vai dizer a si mesma que talvez tenha sido melhor assim, mas devo discordar, e permanecerá um mistério como em meio a tantas diferenças você tornou-se igual a mim, e dizendo isso começou a tossir, tossir, tossir, e morreu. Levantei, dei um beijo em sua testa ainda quente, estendi a mão para alcançar na mesa bem ao lado do quebra luz, as agulhas de tricô.
Grande surpresa, não tornei me parecida com ela pensei ante o espelho, naquela tarde procurei a no quartinho de costura, ainda tinha o mesmo cheiro, o mesmo quebra luz, o mesmo cinzeiro, percebi que eu não era a mesma quando a velha que estava sentada na poltrona educadamente apontou me a poltrona a sua frente, sente se ela disse e antes que eu pudesse acomodar me continuou, falando sozinha como se estivesse, pode ser que não se pareça comigo e vai dizer a si mesma que talvez tenha sido melhor assim, mas devo discordar, e permanecerá um mistério como em meio a tantas diferenças você tornou-se igual a mim, e dizendo isso começou a tossir, tossir, tossir, e morreu. Levantei, dei um beijo em sua testa ainda quente, estendi a mão para alcançar na mesa bem ao lado do quebra luz, as agulhas de tricô.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)