Minha visão distorcida da sua realidade.
Todo meu mundo girava, minha cabeça. Minha visão deturpada e colorida, e em todos os cheiros, eu sentia o seu. Segurava-o em mim, contra meu corpo apertava-o e inspirava mais uma vez o cheiro seu, equilibrada na incerteza tremia me toda.
Sentia em mim, você. O seu hálito quente, falava perto de mim. Ah! - Vai abraça-me, não vá. Fique. Fique bem aqui, em mim.
Sem despedida, se foi. Voltei a tremer em contrário ao prazer, mas pelo frio que sua falta, o vazio trazia. O que faço? Não conseguia gritar, falar, sussurrar teu nome. Você iria? Se te pedisse você viria, correndo chegaria e nos teus braços eu cairia. Cair agora, seria uma opção? Não, é meu destino.
Não controlava minhas lágrimas, e o amargor na minha boca. E lutando uma batalha cruel, incontrolável e inefável, vou enlouquecer.
Ao som de King of Pain - Alanis Morissette
segunda-feira, 27 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Veneno meu, Mentira sua
Estava feito. Fim. Tinha terminado de contar a maior de todas.
De todas, todas aquelas mentiras. Que eram contadas em segredo,
um sussurrar ao pé do ouvido como o vento que fazia seus cabelos voarem. E seus joelhos afundados na areia, o olhar perdido, a falta de palavras a respiração compassada como um velho hábito.
Não mais poderia aturar. Murmurava maldições, o veneno não era instantâneo estava-a corroendo aos poucos. Despedia-se de tudo, o mar dizia-lhe adeus lambia-lhe as pernas, tocava-se toda, aquelas mãos de toque suave entrepassavam pelas pernas abertas levantando o vestido, subindo o arrepio.
Ofegante, sentiu o veneno partir-lhe o peito, queimar-lhe a garganta, adoçar-lhe a boca, deitou-se na areia e pôs-se em posição de morte, em último sentir desfrutou o prazer sorrateiro do fim.
Ao som de Billie Holiday - I'm a fool to want you
De todas, todas aquelas mentiras. Que eram contadas em segredo,
um sussurrar ao pé do ouvido como o vento que fazia seus cabelos voarem. E seus joelhos afundados na areia, o olhar perdido, a falta de palavras a respiração compassada como um velho hábito.
Não mais poderia aturar. Murmurava maldições, o veneno não era instantâneo estava-a corroendo aos poucos. Despedia-se de tudo, o mar dizia-lhe adeus lambia-lhe as pernas, tocava-se toda, aquelas mãos de toque suave entrepassavam pelas pernas abertas levantando o vestido, subindo o arrepio.
Ofegante, sentiu o veneno partir-lhe o peito, queimar-lhe a garganta, adoçar-lhe a boca, deitou-se na areia e pôs-se em posição de morte, em último sentir desfrutou o prazer sorrateiro do fim.
Ao som de Billie Holiday - I'm a fool to want you
quarta-feira, 1 de julho de 2009
À Justa Medida
Mantive a medida. Juro, mantive a medida certa da minha paixão.
Da angústia de viver aprisionada. Da liberdade medida -"Não fale com estranhos". Das paredes pintadas em cores amenas.
Olhava disfarçado e ria.
E quando eu olhava, sem disfarce quase corada -corajosa- eu já sabia.
De repente, ele envolveu-se nos seus cabelos por entre os pensamentos. Agora não sabia de nada mais. Quem eu era, se eu era ele ou se ninguém. Niguém. Seria ninguém, seria forma alguma, com nome nenhum.
Seria o sentimento mais solto, livre ao vento.
Da angústia de viver aprisionada. Da liberdade medida -"Não fale com estranhos". Das paredes pintadas em cores amenas.
Olhava disfarçado e ria.
E quando eu olhava, sem disfarce quase corada -corajosa- eu já sabia.
De repente, ele envolveu-se nos seus cabelos por entre os pensamentos. Agora não sabia de nada mais. Quem eu era, se eu era ele ou se ninguém. Niguém. Seria ninguém, seria forma alguma, com nome nenhum.
Seria o sentimento mais solto, livre ao vento.
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