Entregou-se sem um zelo ao apelo de sorrir
Ofertou-se inteira e dócil a um fácil seduzir
Sem saber que o destino diz verdades ao mentir
Doce ilusão do amor
Arrasada, acabada, maltratada, torturada
Desprezada, liqüidada, sem estrada pra fugir
Tenho pena da pequena que no amor foi se iludir
Tadinha dela
Hoje vive biritada sem ter nem onde cair
Do Acapulco à calçada ou em frente do Samir
Ela busca toda noite algo pra se divertir
Mas não encontra não
Desespera dessa espera por alguém pra lhe ouvir
Sente um frio na costela e uma ânsia de sumir
Transa modelito forte, comprimidos pra dormir
E não acorda mais
sábado, 28 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
O Analista
1. Na sala de espera,..
O homem. Chegou poucos segundos depois de mim, impaciente, não ficou sentado no sofá de brechó, (gelado) da sala de espera. Nesta sala, continham as mesmas coisas, que têm outras salas de espera, a música ao fundo era da radio que minha mãe ouvia todas as tardes, havia uma mesinha de canto com revistas já velhas, uma secretária que muito provável seria Tia-Avó do Analista.
Ele, talvez. Não, é certeza, ele não estava por vontade própria naquela sala. Talvez, a mãe o tivera obrigado, longínqua hipótese, sua mulher o tenha obrigado. De barba por fazer, camisa bege mal passada, sapato preto; tragava desesperadamente cada cigarro, fumou três ou quatro andando, de um lado á outro, sempre olhando para a porta fechada, onde se encontra a verdade, a que viemos, ambos buscar.
Recorri em última alternativa. Pois até Deus, se cansara de me ouvir. De ouvir,
minhas intermináveis dúvidas de incredulidade. E no silêncio misterioso do Divino, escuto os berros insanos da verdade.
2. A sombra da Mulher
Não bastava-me. Eu havia descoberta o humano, no analista. E não queria o mais. Minha descoberta atordoava-me. Sem direção, saí a rua.
Caminhou ao meu lado, tentando alcançar meu ritmo de passos. Sua voz suave e educada "Por favor, será que posso acompanha-lá?". Olhei para trás, e vi uma sombra, sem encara-la respondi afirmativamente com a cabeça. Esperei- a chegar até mim. Justificou, que àquela hora não se sentia bem em andar sozinha por aquelas ruas depois do escurecer, não havia percebido já tinha escurecido.
"O que uma jovenzinha faz tão solitária?"
"Tentando recolher meus pensamentos pelo caminho."
"Quando tiver a minha idade, não vai mais querer perambular na solidão, como faz agora." Levantei meus olhos, na tentiva de ve-la, com a ajuda da fraca luz, do poste do outro lado da rua. E novamente, falou de que não deveriamos andar sozinhas. "Você parece não temer, por quê?"
"Não tenho medo, sinto-me confortável e segura ao andar por aqui, que não sei onde.". Percebi que seus olhos procuravam minha face que, encarava o chão á procura do perdido, interrogava-me de lábios selados.
"Creio que seja pela relação que tenho com o passado. Minha mãe morou logo ali - apontei a capela do cemitério - cresceu com os fantasmas qu aqui habitam e que tanto te assutam. Eles me são familiares."
Espantou-se. Arrepeiou-se e parou. Parou boaquiaberta. Ao perceber meus fantasmas. E eu sem olhar para trás, continuei. Sempre continuava. Sempre acompanhada. Eu e meus fantasmas. Não havia ninguém, alma alguma, que me entendesse, como as almas que vagavam andarilhas ao meu lado.
O homem. Chegou poucos segundos depois de mim, impaciente, não ficou sentado no sofá de brechó, (gelado) da sala de espera. Nesta sala, continham as mesmas coisas, que têm outras salas de espera, a música ao fundo era da radio que minha mãe ouvia todas as tardes, havia uma mesinha de canto com revistas já velhas, uma secretária que muito provável seria Tia-Avó do Analista.
Ele, talvez. Não, é certeza, ele não estava por vontade própria naquela sala. Talvez, a mãe o tivera obrigado, longínqua hipótese, sua mulher o tenha obrigado. De barba por fazer, camisa bege mal passada, sapato preto; tragava desesperadamente cada cigarro, fumou três ou quatro andando, de um lado á outro, sempre olhando para a porta fechada, onde se encontra a verdade, a que viemos, ambos buscar.
Recorri em última alternativa. Pois até Deus, se cansara de me ouvir. De ouvir,
minhas intermináveis dúvidas de incredulidade. E no silêncio misterioso do Divino, escuto os berros insanos da verdade.
2. A sombra da Mulher
Não bastava-me. Eu havia descoberta o humano, no analista. E não queria o mais. Minha descoberta atordoava-me. Sem direção, saí a rua.
Caminhou ao meu lado, tentando alcançar meu ritmo de passos. Sua voz suave e educada "Por favor, será que posso acompanha-lá?". Olhei para trás, e vi uma sombra, sem encara-la respondi afirmativamente com a cabeça. Esperei- a chegar até mim. Justificou, que àquela hora não se sentia bem em andar sozinha por aquelas ruas depois do escurecer, não havia percebido já tinha escurecido.
"O que uma jovenzinha faz tão solitária?"
"Tentando recolher meus pensamentos pelo caminho."
"Quando tiver a minha idade, não vai mais querer perambular na solidão, como faz agora." Levantei meus olhos, na tentiva de ve-la, com a ajuda da fraca luz, do poste do outro lado da rua. E novamente, falou de que não deveriamos andar sozinhas. "Você parece não temer, por quê?"
"Não tenho medo, sinto-me confortável e segura ao andar por aqui, que não sei onde.". Percebi que seus olhos procuravam minha face que, encarava o chão á procura do perdido, interrogava-me de lábios selados.
"Creio que seja pela relação que tenho com o passado. Minha mãe morou logo ali - apontei a capela do cemitério - cresceu com os fantasmas qu aqui habitam e que tanto te assutam. Eles me são familiares."
Espantou-se. Arrepeiou-se e parou. Parou boaquiaberta. Ao perceber meus fantasmas. E eu sem olhar para trás, continuei. Sempre continuava. Sempre acompanhada. Eu e meus fantasmas. Não havia ninguém, alma alguma, que me entendesse, como as almas que vagavam andarilhas ao meu lado.
Copiosa será minha felicidade.
I feel it all, I feel it all
I feel it all, I feel it all
Ooo, I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one to hope come
E de repente, novamente me abrigo nos fartos seios da felicidade.
I feel it all, I feel it all
Ooo, I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one to hope come
E de repente, novamente me abrigo nos fartos seios da felicidade.
sexta-feira, 20 de março de 2009
DIA DE ANIVERSÁRIO
Hoje esta um dia normal. E olhando para o céu, repete - hoje está mesmo um dia normal. O céu estava sorridente com nuvens brancas e gordinhas com linhas rosas, que a delineavam levemente. E o azul. O azul do céu de hoje - estava sem dúvidas - azul.
Pensou novamente, na normalidade. Que isso, dizia consigo mesma. Você deveria estar feliz, o dia de hoje é todo seu! Talvez a chuva. A chuva pode ser algum sinal, pois um dia, há algum tempo, ela ficaria feliz por começar a chover. Gostava de sentir o cheiro, que precedia a chuva de vereneio. Mantinha a superstição, de quê a chuva traria algo novo. Uma crença esperançosa de uma jovem de pouca idade e experiência.
Quando criança,á noite, pouco antes de dormir de joelhos ao lado de sua cama - rezava - Senhor?!Eu queria ser sozinha.
Hoje, talvez, justamente hoje, aquela menina que pedia solidão. Em seu aniversário, pede o contrário. Peça, então, deseje de olhos fechados. Que seus amigos brindem suas vidas em comum, levantando copos americanos com cerveja, gritinhos e felicidade.
Pensou novamente, na normalidade. Que isso, dizia consigo mesma. Você deveria estar feliz, o dia de hoje é todo seu! Talvez a chuva. A chuva pode ser algum sinal, pois um dia, há algum tempo, ela ficaria feliz por começar a chover. Gostava de sentir o cheiro, que precedia a chuva de vereneio. Mantinha a superstição, de quê a chuva traria algo novo. Uma crença esperançosa de uma jovem de pouca idade e experiência.
Quando criança,á noite, pouco antes de dormir de joelhos ao lado de sua cama - rezava - Senhor?!Eu queria ser sozinha.
Hoje, talvez, justamente hoje, aquela menina que pedia solidão. Em seu aniversário, pede o contrário. Peça, então, deseje de olhos fechados. Que seus amigos brindem suas vidas em comum, levantando copos americanos com cerveja, gritinhos e felicidade.
sexta-feira, 6 de março de 2009
O menino gigante e o astronauta da planeta distante
Vou contar-lhe, a história de como, as estrelas vieram parar no céu. Vou contar que as estrelas são um presente. O presente de um gigante á seu pequeno, mas, grande amigo.
Há muito tempo, um pequeno astronauta resolveu que sairia de seu planeta, iria atrás de luz. Deixe-me explicar, no planeta do pequeno astronauta, ou era dia ou noite. Durante o dia, havia luz, mas, a noite era completa a escuridão.
Então, depois de algum tempo viajando pelo espaço, ele decidiu parar e pousar. Escolheu, por fim, um planeta de cor esquisita e engraçada, meio amarelo, meio verde, meio roxo e meio vermelho. Saiu da nave para explorar o planeta, quando encontrou uma caverna, um tanto iluminada. Olhou pra dentro da caverna iluminada, e sentiu uma grande curiosidade, em saber de onde vinha tanta luz.
Andou por muito tempo até, chegar ao fim da caverna. Levou um susto, quando olhou e viu de onde vinha tanta luz. No fundo da caverna, havia um menino, um menino gigante. E em suas mãos, ele tinha a fonte daquela luz, pequenos pedaços que tinham luz, uma luz muito bonita.
- Olá – disse o pequeno astronauta. O menino gigante, assustado perguntou.
- Quem é você? E o que faz na minha casa?
- Me desculpe entrar na sua casa em pedir permissão. Eu entrei por curiosidade, queria saber que luzes são essas?
- Ué?! Como assim, que luzes são essas? Você não sabe? – e o menino gigante fez um aceno para que o pequeno astronauta sentasse.
O menino gigante e o pequeno astronauta conversaram durante muito tempo. O astronauta contou ao gigante menino, do seu planeta. O menino gigante, contou como tinha achado os pedaços de luz, um dia enquanto passeava pelo jardim.
- Todos têm nomes, sabia? -dizia o menino gigante- Estas menores eu chamo de estrelas, estas aqui com caudas brilhantes, são encantadas e faço sempre meus desejos e pedidos a elas, esta redonda aqui- e pegou-a na mão- chamo de Lua, ela tem fases, dias em que é redondinha como esta agora e outras em que está pequenina e ai ela vai crescendo até ficar redondinha novamente.
E os meninos conversaram durante toda a noite, e riram, e brincaram, e viraram grandes amigos.
- Menino Gigante, menino gigante! Sei que somos amigos, mas no seu planeta eu não posso viver! Terei de voltar pra casa.
E os dois meninos, o gigante e o pequeno astronauta, que estavam sentados em volta da Lua, ficaram tristes por terem que se despedirem. Neste momento, o menino gigante teve uma brilhante idéia. Daria um presente, um presente ao pequeno astronauta do planeta distante.
Quando o astronauta, foi procurar o menino gigante em sua caverna para dizer “tchau”, não o achou. Encontrou somente uma carta.
“Meu caro amigo.
Não sou bom com despedidas. Por isto, não estou aqui. Tchau, sentirei sua falta.
P.S Quando chegar ao seu planeta natal olhe para o céu.”
Logo que o astronauta posou com sua nave, em seu planeta, percebeu. Havia algo diferente, já era noite, mas, estava uma noite tão iluminada. Assim como, a noite na caverna do menino gigante, lembrou-se da carta e olhou para o céu.
Olhou e viu. Todas as estrelas e a Lua também, grande e branca no céu.
Desde então, as noites no planeta do pequeno astronauta, não são tão escuras. As noites são iluminadas, cheias de todas as estrelas. E os cometas! Ah, os cometas, que cortam o céu com sua luz, e põem crianças a desejar.
Há muito tempo, um pequeno astronauta resolveu que sairia de seu planeta, iria atrás de luz. Deixe-me explicar, no planeta do pequeno astronauta, ou era dia ou noite. Durante o dia, havia luz, mas, a noite era completa a escuridão.
Então, depois de algum tempo viajando pelo espaço, ele decidiu parar e pousar. Escolheu, por fim, um planeta de cor esquisita e engraçada, meio amarelo, meio verde, meio roxo e meio vermelho. Saiu da nave para explorar o planeta, quando encontrou uma caverna, um tanto iluminada. Olhou pra dentro da caverna iluminada, e sentiu uma grande curiosidade, em saber de onde vinha tanta luz.
Andou por muito tempo até, chegar ao fim da caverna. Levou um susto, quando olhou e viu de onde vinha tanta luz. No fundo da caverna, havia um menino, um menino gigante. E em suas mãos, ele tinha a fonte daquela luz, pequenos pedaços que tinham luz, uma luz muito bonita.
- Olá – disse o pequeno astronauta. O menino gigante, assustado perguntou.
- Quem é você? E o que faz na minha casa?
- Me desculpe entrar na sua casa em pedir permissão. Eu entrei por curiosidade, queria saber que luzes são essas?
- Ué?! Como assim, que luzes são essas? Você não sabe? – e o menino gigante fez um aceno para que o pequeno astronauta sentasse.
O menino gigante e o pequeno astronauta conversaram durante muito tempo. O astronauta contou ao gigante menino, do seu planeta. O menino gigante, contou como tinha achado os pedaços de luz, um dia enquanto passeava pelo jardim.
- Todos têm nomes, sabia? -dizia o menino gigante- Estas menores eu chamo de estrelas, estas aqui com caudas brilhantes, são encantadas e faço sempre meus desejos e pedidos a elas, esta redonda aqui- e pegou-a na mão- chamo de Lua, ela tem fases, dias em que é redondinha como esta agora e outras em que está pequenina e ai ela vai crescendo até ficar redondinha novamente.
E os meninos conversaram durante toda a noite, e riram, e brincaram, e viraram grandes amigos.
- Menino Gigante, menino gigante! Sei que somos amigos, mas no seu planeta eu não posso viver! Terei de voltar pra casa.
E os dois meninos, o gigante e o pequeno astronauta, que estavam sentados em volta da Lua, ficaram tristes por terem que se despedirem. Neste momento, o menino gigante teve uma brilhante idéia. Daria um presente, um presente ao pequeno astronauta do planeta distante.
Quando o astronauta, foi procurar o menino gigante em sua caverna para dizer “tchau”, não o achou. Encontrou somente uma carta.
“Meu caro amigo.
Não sou bom com despedidas. Por isto, não estou aqui. Tchau, sentirei sua falta.
P.S Quando chegar ao seu planeta natal olhe para o céu.”
Logo que o astronauta posou com sua nave, em seu planeta, percebeu. Havia algo diferente, já era noite, mas, estava uma noite tão iluminada. Assim como, a noite na caverna do menino gigante, lembrou-se da carta e olhou para o céu.
Olhou e viu. Todas as estrelas e a Lua também, grande e branca no céu.
Desde então, as noites no planeta do pequeno astronauta, não são tão escuras. As noites são iluminadas, cheias de todas as estrelas. E os cometas! Ah, os cometas, que cortam o céu com sua luz, e põem crianças a desejar.
O carnaval da menina
Era uma menina. Uma menina, não era rica, nem possuía heranças. Bom, não considerava o pandeiro que sua avó que lhe deixará antes de morrer, uma herança. Não lhe servia para nada e por isso, o colocou em um baú de velhas quinquilharias.
Nunca entenderá o porquê daquele presente, ‘Bata-o com força e pule. Seja Feliz’ e morreu, foram as últimas palavras de sua avó. Morava em um pequeno vilarejo, numa rua de calçamento de pedra, e casas simples, mas coloridas.
Foi quando, em uma terça-feira qualquer, começou o barulho, que descia a rua de pedra. Correu para a janela, com cortina de chita, para identificar de onde vinha o barulho, pôs a cabeça pra fora e no alto da rua, viu.
Viu pessoas cantavam a marchinha, pulando conforme a batida da banda. Era o carnaval. E foi se contagiando. Se contagiando e contagiando. Quando uma idéia brilhou sobre sua cabeça. Correu pela casa, correu até o velho baú, abri-o. Pegou a herança. Pegou a herança de sua avó, e admirou-a. E foi embora. Atrás da bandinha de carnaval, pulando e batendo na herança- pandeiro. E se fez feliz. Feliz pulando um carnaval.
Nunca entenderá o porquê daquele presente, ‘Bata-o com força e pule. Seja Feliz’ e morreu, foram as últimas palavras de sua avó. Morava em um pequeno vilarejo, numa rua de calçamento de pedra, e casas simples, mas coloridas.
Foi quando, em uma terça-feira qualquer, começou o barulho, que descia a rua de pedra. Correu para a janela, com cortina de chita, para identificar de onde vinha o barulho, pôs a cabeça pra fora e no alto da rua, viu.
Viu pessoas cantavam a marchinha, pulando conforme a batida da banda. Era o carnaval. E foi se contagiando. Se contagiando e contagiando. Quando uma idéia brilhou sobre sua cabeça. Correu pela casa, correu até o velho baú, abri-o. Pegou a herança. Pegou a herança de sua avó, e admirou-a. E foi embora. Atrás da bandinha de carnaval, pulando e batendo na herança- pandeiro. E se fez feliz. Feliz pulando um carnaval.
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