quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Minha criança e infância

Eu pulei. Pulei no vazio completo. Sentei lá e fiquei. Desejando não ter futuro, olhando meu presente passar e principalmente, remoendo meu passado.
Remexendo em coisas antigas, cartas, fotos e declarações. Desperto antigas lembranças, das quais em nem sabia, dos natais passados entre meus amigos, de idas ao parque com meu pai (que sempre segurava minha mão, e me olhava com carinho), dos conselhos de minha avó (era muito mais criança com ela, eram abraços e beijos, brinquedos e quitutes favoritos).
A nostalgia que assistia á tudo, ao meu lado, abraçou-me, e eu chorei, quando me dei conta da presença dela, e ela acalmava-me "Minha criança, estou aqui. Estou aqui."
No fundo da caixa, acho uma preciosidade. Uma carta, uma carta minha, e tinha minha letra de criança e marcava a data, atrás estava escrito: pra você.
"A partir de hoje, você não será mais criança. Me desculpa, por ter que me ausentar de você. Mas é assim, assim que funciona. Um dia você acordorá e perceberá que não é mais criança. Não fique amargurada, lembre-se de que um dia eu estive aí, a vida sem mim será cheia de sobriedade, mas ainda assim, você poderá e deverá tentar ser feliz, se sentar em um parque, num domingo cheio de sol, comer um algodão-doce e se sentir envadida, de felicidade, simples e sem perguntas, somente feliz.".

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