Hoje acordei de um sobressalto.
Eu morri, hoje eu morri.
Alguém, definitivamente, me matou. esqueceu me, beijou lábios que não foram os meus, gozou entre coxas macias que não eram as minhas, gemeu outro nome que não o meu.
Fumo, admiro a vista que tenho pela janela, toda a cidade, nas ruas os bêbados e operários. Sou libertada do devaneio, a chuva apaga meu último cigarro - havia fumado todo o maço - na rua as pessoas correm para debaixo de toldos das lojas, abrem seus guarda chuvas, não importo me em sentar à cadeira da sacada, e deixar me lavar pela chuva.
Esta vida é pouca. Pouca pra mim, terei que viver muitas vidas mais para perdoar e pedir perdão, para viver ociosa, para explorar todos os mundos. E por fim, em minha última vida quero morrer senão de amor.
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