Precisava esquecer as juras de amor,estava decidida a esquecer e apostou consigo mesma, quando conseguir ver o fundo do copo como num passe de mágica esqueceria, o fundo de vários copos ela viu e nenhum deles apagou lhe as memórias - andou sozinha pelas ruas silenciosas, estava cansada não estava bêbada e por algum tempo se perguntou se não seria melhor ter perdido a consciência. Somente quando chegou em casa - depois de caminhar até o dia amanhecer e resolver pegar um táxi - sentou se na poltrona mas, percebeu que estava desconfortável sentada na poltrona quando deitou no chão gelado de seu quarto e encolhendo-se toda gemia, resistindo aquele vazio, a dor que apertava-lhe o peito, adormeceu chorando baixinho.
Acordou com o barulho surdo de passos, pode ver a sombra do homem que estava próximo a porta e olhava para ela tentando abrir a boca para dizer lhe alguns cliches de adeus, desistindo a sombra saiu pela porta entreaberta; levantou-se e olhando ao redor sentiu o frio e vazio.
Contudo sorriu, sorriso ironico quase amargurado.
Ao som de "Atrás da Porta" Elis Regina
2 comentários:
Me vi um pouco nesse. Ana
Gostei desse texto. Mas tenho que perguntar. Você está sofrendo como ela? Se tiver, saiba que você tem amigos para te ajudar, ou pelo menos servir de consolo,
O.
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