Mantive a medida. Juro, mantive a medida certa da minha paixão.
Da angústia de viver aprisionada. Da liberdade medida -"Não fale com estranhos". Das paredes pintadas em cores amenas.
Olhava disfarçado e ria.
E quando eu olhava, sem disfarce quase corada -corajosa- eu já sabia.
De repente, ele envolveu-se nos seus cabelos por entre os pensamentos. Agora não sabia de nada mais. Quem eu era, se eu era ele ou se ninguém. Niguém. Seria ninguém, seria forma alguma, com nome nenhum.
Seria o sentimento mais solto, livre ao vento.
2 comentários:
este teu texto me lembro "esquadros", da adriana calcanhoto.
Mas que bela honra, esta música é uma das mais belas da Adriana, e uma das minha favoritas também.
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