sexta-feira, 5 de junho de 2009

Despedaçados os olhares trocados

Em seus olhos eu via. Sentia em seus olhos amendoados , com a menina dos olhos pequena pequenina, um abismo profundo.
E não conseguia desviar o olhar, perseguia aqueles olhos, que desviavam do meu, queria que me contasse e segredasse, que se jogasse nos meus braços e chorasse pedindo perdão por amar-me demais.
Contudo, ela fingi não sentir o que sente. Eu fingo que acredito nela, quando esta se nega. Ela me nega. E então saímos felizes, pisando em cacos, pisando em nossos cacos, Estilhaços de nós. Ao chão, são os meus estilhaços que choram, os dela respondem ao meu choro com, um riso de canto de boca, amarelo.
Meses. Mês de choro, outro de tristeza angustiante. Outros ainda, sentia o calor de sua respiração, assim perto de minha nuca, e consolada a tristeza aparente e apática de meus olhos, distantes observavam-a.
E mais meses vieram, a estação mudou, o mundo girou.
Nos encontramos, passamos e cruzamos o mesmo farol, desconhecidos. Éramos agora estranhos um para o outro. E gosto, o necessário para sentir, e não fingir que te esqueci é agora questão da minha honra.
Eu espero que tudo acabe, quando comece.

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